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Suprimentos · 6 min de leitura

Curva ABC e gestão de suprimentos na obra

Comprar bem em obra não é conseguir o menor preço em tudo. É concentrar energia onde o dinheiro está e garantir que o material chegue antes da frente parar.

Curva ABC em três linhas

Classe A: cerca de 20% dos itens e 80% do valor — cotação formal, no mínimo três fornecedores, negociação de contrato. Classe B: itens intermediários, cotação simplificada. Classe C: alto volume de itens e baixo valor — compra por catálogo ou blanket order.

Lead time é tão crítico quanto preço

Economizar 3% em uma esquadria que chega três semanas atrasada custa muito mais em improdutividade de equipe do que a economia obtida. Todo item classe A deve ter lead time declarado e data limite de pedido calculada a partir do cronograma.

Da RFQ ao pedido, sem sair do orçamento

Cada cotação precisa nascer amarrada a um item da EAP. Sem esse vínculo, você descobre o estouro só no fechamento. Com o vínculo, o desvio aparece no momento da equalização — quando ainda dá para renegociar, trocar especificação ou pedir aditivo.

Base histórica: o ativo mais subestimado

Cada mapa de cotação fechado deveria alimentar automaticamente a base histórica de preços da empresa. Depois de alguns meses, esse acervo orça melhor que qualquer tabela pública, porque reflete seus fornecedores, sua região e seu poder de compra.

Perguntas frequentes

Quantos fornecedores por cotação?

Três é o mínimo saudável para itens A. Abaixo disso, não há referência de mercado; acima de cinco, o ganho marginal raramente compensa o tempo do comprador.

Vale a pena comprar tudo antecipado para travar preço?

Só quando há risco real de alta e capacidade de armazenagem. Estoque em obra imobiliza caixa, ocupa canteiro e sofre perda — o custo financeiro precisa entrar na conta.

O Vertex resolve isso dentro da operação.

Orçamento, medição, suprimentos e financeiro em uma única base — sem planilha paralela.

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