Orçamento · 9 min de leitura
Orçamento de obra: passo a passo completo
Um orçamento de obra não é uma planilha de preços — é o modelo econômico da obra. Se ele não conseguir ser comparado com o custo real depois, ele não serve para gestão, apenas para vender.
1. Comece pela EAP, não pelos preços
A EAP (Estrutura Analítica de Projeto) define como a obra será medida, comprada, contratada e paga. Orçar antes de estruturar a EAP é garantir retrabalho.
Cada item da EAP deve separar a natureza do insumo: material, mão de obra, equipamento e serviço. Essa separação é o que permite comparar cotação de material com o previsto sem contaminar a mão de obra.
2. Levantamento de quantitativos
Quantitativo errado é a maior fonte de prejuízo em orçamento — maior até que preço errado. Trabalhe com critério de medição declarado por item e registre a memória de cálculo junto do quantitativo.
3. Composições e fontes de preço
Use bases públicas (SINAPI, SICRO, ORSE) como referência, mas priorize a sua base histórica: preços realmente pagos pela sua empresa, na sua região, nos últimos 12 meses. Base histórica bem alimentada vence tabela pública em precisão.
4. Curva ABC e foco
Tipicamente 20% dos itens respondem por 80% do custo. Concentre cotação, negociação e revisão técnica nesses itens A. Itens C podem ser paramétricos.
5. BDI e formação do preço
Com o custo direto fechado, aplique o BDI composto parcela a parcela e diferenciado por natureza de item. Só então você tem preço de venda.
6. O orçamento continua vivo depois da assinatura
O orçamento aprovado vira orçamento executivo: a linha de base contra a qual todo pedido de compra, contrato e medição será comparado. Sem esse ciclo, o orçamento morre no dia da assinatura e a obra vira improviso.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre orçamento paramétrico e analítico?
O paramétrico estima por indicadores (R$/m²) e serve para viabilidade. O analítico decompõe cada serviço em composições e insumos, e é o que sustenta contrato e medição.
Que margem de erro é aceitável?
Estudo de viabilidade: ±15% a ±20%. Orçamento analítico para contrato: ±5%. Acima disso, o risco deveria estar precificado explicitamente na parcela de risco do BDI.
O Vertex resolve isso dentro da operação.
Orçamento, medição, suprimentos e financeiro em uma única base — sem planilha paralela.